8 de Março – Dia Internacional da Mulher

Postado por admin em 13/mar/2017 - Sem Comentários

Dia da mulher é todo dia. Mas nenhum outro mês tem tanto significado para a trajetória feminina quanto o mês de março.

O mais gratificante dessa data é poder falar com quem compartilha com a gente os desafios e alegrias de ser mulher. Aqui, passeamos pela história e pela atualidade, conversamos com mulheres de diferentes segmentos, em comum conteúdo e garra nos mais variados temas: empreendedorismo, sensibilidade, autoestima, maternidade, desejo por igualdade, oportunidades e direitos.

EMPODERAMENTO DAS MULHERES

Empoderar  refere ao ato de dar ou conceder poder. Para as mulheres, isso vai muito além do sentido figurado do verbo, representa o poder de participação social, cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade de gêneros.

Em Betim, temos muito que comemorar em se tratando de avanços e representação das mulheres. Na Câmara Municipal de Vereadores, a presente legislatura conta com a atuação de 3 mulheres entre os 23 eleitos, 13% do total. Bianca do Marcão (PPL), Ciene do Pinduca (PP) e Elza do São Caetano (PP) representam um aumento de 50% em relação ao último exercício. Já houve mandato sem nenhuma representante feminina.

A inserção da mulher na politica é um dos temas da reforma política. Em julho do ano passado, a Comissão Temporária de Reforma Política do Senado aprovou a proposta sugerida pela Bancada Feminina de inclusão de cotas para gênero. Ficou assegurado percentual mínimo de 10% de vagas para mulheres nas cadeiras do Senado, da Câmara dos Deputados, das assembleias legislativas, da Câmara Legislativa do DF e das câmaras municipais de todo o Brasil nas primeiras eleições após a vigência da lei.

A 82ª Subseção da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, em Betim, conta a liderança de sua primeira presidente eleita. Para a advogada, Erlinda Maria Silva, “Estar à frente de uma instituição tão nobre e respeitada é realmente enfrentar um grande desafio, primeiro porque o machismo ainda é predominante e muitos ainda não conseguem entender que somos igualmente capazes para exercer a liderança e comando. O meu trabalho é árduo e diário, mas o meu compromisso com a classe, em especial no cumprimento das propostas para a valorização da advocacia é maior. Na atualidade são muitos os desafios enfrentados pela mulher, acredito que o maior deles seja lidar com a falta de respeito praticada pelo homem contra as mulheres pela simples condição de gênero. Mesmo com toda competência da mulher, elas ainda recebem salários inferiores no exercício da mesma atividade. Outro grande desafio é a conciliação das atividades profissionais, com a administração da casa,  criação e educação dos filhos. Desta forma,  para conciliar tantas responsabilidades, é necessário que a mulher busque o equilíbrio, o auto controle, o auto conhecimento e principalmente o conhecimento técnico, de gestão de negócios e pessoas e ainda desenvolver habilidades, para enfrentar dentro das empresas a competição que é acirrada”.

A empresária do ramo de alimentos, Renata Beneplácito acredita no poder da mulher e lamenta que muitas vezes ela seja desencorajada a ser protagonista de sua própria história ainda nos dias de hoje. Ela desabafa, “eu, por exemplo, já fui vítima de preconceito ao ser cobrada, em reuniões sobre a presença do meu marido para concluir alguma negociação. Infelizmente muitos homens não vêem as mulheres como empresárias de sucesso, pessoas capazes de crescer, há aquela cobrança pra que um homem dê mais credibilidade. Em minha opinião, essa visão é equivocada, podemos juntos competir em igualdade. Lembrando sempre que a mulher é muitas vezes como eu sou, esposa, mãe, filha, profissional, estudante me desdobrando nesses papéis pra desempenhar bem todos eles”.

Proprietária de loja e consultora de imagem, Michelle Cardoso avalia que ser mulher é saber lidar com o preconceito que infelizmente ainda existe, com sabedoria, graciosidade e muita consciência dos seus direitos e deveres enquanto cidadã. “Lutamos por igualdade, ansiamos ser valorizadas, batalhamos por salários compatíveis mas sem esquecer da importância de não apenas reivindicar mas também nos empenhar em fazer a diferença na sociedade. Ser mulher é uma dádiva. Acredito na força da mulher, tenho as melhores expectativas quanto ao futuro. Já avançamos muito e creio que vamos avançar ainda mais. As mulheres precisam se unir e fazer valer sua voz na comunidade, somos especiais, podemos sim alcançar nosso lugar ao sol. Toda mudança começa dentro de uma de nós, nos empoderando para promover mudanças, de forma ética para o fortalecimento e desenvolvimento da igualdade”, finaliza.

CONQUISTAS HISTÓRICAS

Em 8 de março de 1857, operárias têxteis de uma fábrica em Nova Iorque entraram em greve para reivindicarem a redução da carga horária de mais de 16 horas de trabalho por dia para 10 horas. Elas recebiam menos de um terço do salário dos homens. Lamentavelmente, a manifestação foi reprimida com total violência e as mulheres foram trancadas e incendiadas dentro da fábrica. Mais de cem tecelãs morreram carbonizadas. Em homenagem a elas, 53 anos depois, durante uma conferencia na Dinamarca, decidiu-se que o dia 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher. Só em 1975, por meio de um decreto, a data foi oficializada pela ONU – Organização das Nações Unidas.

As mulheres votaram pela primeira vez nas eleições municipais da Suécia, em 1862. Margaret Thatcher, em 1925 foi a primeira mulher eleita para dirigir o Reino Unido. A igualdade de remuneração entre o trabalho feminino e masculino foi aprovada pela Organização Internacional do Trabalho, em 1951.

No Brasil, em 1871, a princesa Isabel, conhecida por acabar com a escravidão no país, foi a última princesa imperial e regente do Império.  Maria da Penha é uma brasileira que lutou pra que seu agressor viesse a ser condenado, em sua homenagem foi criada uma lei que carrega seu nome. Em 2010, Dilma Rousseff é eleita a 1ª presidente mulher do Brasil.

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